Numa madrugada procuro o meu caminho, nem sei se é a mágoa ou a nostalgia só sei que não encontro um caminho. No charco encontro a magoa a raiva da dor que não sei onde viver.
Não sou forte, nem sou pedra, nem sou muro levantado, nem sou obra que se ergue pouco a pouco tempo a fora sou uma planta enraizada na sina da sua hora.
Deixo de olhar o rio e passo a olhar o fundo de um charco com a certeza do que sou.
Não sei porque perdi só sei que quero ser feliz custe o que custar, pois o menino que sorri para mim assim me faz pensar que tudo vale o que não tenho. Os sonhos aparecem quando se adormece na irrealidade, a fantasia não se pode ter, noite e o dia diferem como a luz se acende na mão.
Na vida só relaxa quem nunca viveu, pois a noite vem as vezes tão perdida, onde nada parece bater certo. O fundo fica perto, o tempo nem sempre cura qualquer dor, pois se eu fosse o caminho ninguém se sentiria sozinho. A noite arranca a cumplicidade de uma vida por isso dura ate ao amanhecer.
Os anjos que vêm constituem uma forma de ser onde a realidade afasta tudo aquilo que desejamos com a certeza que uma hipótese desperdiçada acaba e nunca mais volta.
A luz que preciso encontro no refúgio da escrita, sou prisioneira da solidão onde sofro por não ter a felicidade. Uma voz chama-me para que morra, pois aqui não sou nada e não há madrugada.
Sem comentários:
Enviar um comentário